As Transformações no Mundo do Trabalho
As Transformações no Mundo do Trabalho
O mundo do trabalho está em uma mudança gigantesca e de muita expressividade nos últimos anos. Existe uma troca entre as estruturas rígidas e super hierárquicas e entram modelos flexíveis de trabalho e uma gestão com um processo de horizontalização que rompe os padrões. Em vez de equipes especializadas em uma única área, formam-se, squads (são pequenas equipes multidisciplinares, compostas por pessoas de diferentes habilidades e com um objetivo em comum. Recomenda-se que esses times tenham 6 membros que trabalham de forma autônoma, mas complementar). Em vez de todos sempre reunidos sob o mesmo teto, atividades híbridas.
Transformações como essas exigem que as empresas priorizem em seus profissionais a capacidade de desenvolver soft skills (competências comportamentais) , colaborar e de estimular a colaboração. Trata-se de uma das habilidades do futuro anunciada há tempos pelo mercado, mas que, diante da pandemia, se tornou uma habilidade do agora. Sob pena de ser uma lacuna na jornada do sucesso corporativo.
A colaboração, parceria e entrosamento de setores são práticas que podem ser adotadas pelas organizações para vencer o momento acentuado de transição de eras que estamos vivendo. É peça-chave para o trabalho em equipe e para criar relações de confiança entre os indivíduos. Ela é fundamental também para os processos de inovação e contribui, ainda, para gerar um senso de pertencimento ao ambiente organizacional.
A Comunicação e seus diferentes formatos, são ferramentas fundamentais para o sucesso dessas transformações e os impactos que tangem as diferentes gerações, modelos e permeiam as mudanças que estão dentro da nossa realidade.
As organizações, de um modo geral, não têm estratégia de relacionamento com sua equipe, e a comprovação disso é o fato de ser comum encontrar empresas em que as pessoas vivem estressadas e cansadas com o ritmo de trabalho acelerado, relatando falta de informação, confusão de ideias, setores sem integração, distanciamento das lideranças, falta de envolvimento nas decisões que os afetam, entre outras situações.
A comunicação não é função de um ou de outro setor específico, é função de todos na organização, desde a gestão estratégica até a operacional, tendo que ser praticada com responsabilidade pelos envolvidos para gerar os resultados pretendidos.
Nos dias atuais, construir uma marca forte, com uma comunicação forte, é uma das estratégias para se diferenciar no mercado. Nesse sentido, gerenciar um plano de comunicação eficiente faz parte desse processo.
Para o especialista no tema e diretor-geral da Economídia, Luis Fernando Klava, gestores de pequenas e médias empresas devem tratar a comunicação como um diferencial competitivo. ‘Estabelecer e manter processos de comunicação eficientes com os principais públicos são fundamentais para todas as empresas, em especial às PMEs que ainda estão em processo de consolidação. Todos os públicos devem receber a devida atenção, principalmente, os funcionários’, explica.
E como conseguimos isso? Atrelando a comunicação aos modelos mentais, estratégias organizacionais, endomarketing, estude a comunicação da sua empresa, faça uma pesquisa para avaliar como funciona a comunicação da companhia e dos seus principais concorrentes com os públicos de interesse (stakeholders). Ajuste o que for necessário. Meça resultados, estruture e prepare seus líderes, mapeie processos e esteja focado em Inteligência.
Não existe receita mágica, mas sempre é bom estar atento aos experimentos e tendências do que funciona e traz resultados expressivos.