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Os desafios com as novas gerações

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Os desafios com as novas gerações

Todos já ouviram falar sobre a Geração Y, Z e os desafios que elas nos apresentam. . Já se discutiu muito a respeito, mas, em algumas situações, com certo preconceito, estereotipando e julgando esses grupos. Ao contrário do que se pensa, os jovens dessas gerações não são mimados e inconsequentes, muito menos insubordinados, eles tem uma visão que vai além, e por isso não criam raízes. Os profissionais dessa nova geração, também conhecidos como os profissionais da internet, são aqueles que respeitam seus superiores, mas não cedem de uma hora para outra e não veem as relações em níveis hierárquicos.

Os jovens dessa geração buscam autonomia e querem de seus chefes oportunidades de aprendizado, responsabilidades e chances de melhorar o que fazem. São frutos do pertencimento real com identidade visível. São, certamente, frutos de uma geração bem sucedida, detentores de uma fonte inesgotável de energia, entusiasmo e inovação. Além disso, podem ser caracterizados por sua consciência social e forte preocupação com os direitos humanos com uma necessidade auto realização e perpetuação dos valores em que acreditam ser importantes na construção de sua identidade e inserção social.

Essa geração é mutável, surpreendente e trocam qualquer estabilidade pela emoção de se sentir realizado e completo em sua atuação profissional. Há uma linha tênue que fortalece essa necessidade de crescimento e desenvolvimento pessoal aliado a realização integral.

O mercado de trabalho já se atentou para esse perfil diferenciado do jovem desse novo tempo. As empresas estão aumentando a cada ano o investimento em processos de trainee para atrair e tentar reter esse público com programas bem estruturados. As organizações oferecem aos profissionais dessa geração salários atraentes e acima da média de mercado, programas de treinamento, desenvolvimento tecnológico, planos de carreira com possibilidade de ascensão mais rápida que por modelos tradicionais e a oportunidade de conhecer e trabalhar em diversos setores da empresa. Eles também precisam aprender a valorizar isso.

Com o passar do tempo criou-se uma cultura de variação corporativa de atividades, fazendo com que os detentores do conhecimento mudassem de empresas continuamente. Sendo assim, as organizações perderam o controle pela sua gestão do conhecimento e os diferenciais passaram a ser disseminados pela impermanência de profissionais por um longo tempo nas empresas. Hoje, este cenário obriga as empresas a buscarem nestes programas de trainees, treinamentos e processos de recrutamento e seleção, profissionais que queiram dedicar, e principalmente dar a manutenção destes em seus quadros, criar condições e atrativos de retenção de talentos.

Desafio maior esse em convencer os profissionais dessa geração de que vale a pena se entregar e criar raízes com estas companhias.

É de suma importância que o mercado fortaleça as relações com esse profissional e mostrem a ele os desafios e a ascensão da carreira. As empresas que não investirem nesse segmento estarão fadadas a perder a sua gestão do conhecimento agregado ao longo do tempo, prejudicando o seu capital intelectual, bem como sua competitividade no mercado tão concorrido e com tanta falta de inovação. Estamos vivendo em um momento de cópias dos diferenciais sem criação de algo realmente relevante para o momento tecnológico em que vivemos.

Verifica-se, no entanto, a necessidade de se prepararem melhor para receber e lidar com esses profissionais. Como investir e trabalhar com eles? Primeiro, dê espaço, fomente a capacidade criativa e a competência em inovar, trabalhe na cultura da empresa a política de autonomia delegada, aproveite os diferenciais dessa geração. Integre-os!!! Deve-se ter em mente que o objetivo é fortalecer as “duas metades da laranja”: a empresa e os jovens da Geração Y. E quem é a empresa? As outras gerações que ali já se encontram e que precisam também sincronizar com o novo capital intelectual que adentra o quadro de funcionários.

Para as empresas, a melhor receita é trabalhar a conscientização desses jovens sobre os seus valores e objetivos, entregando a eles os desafios e resultados esperados, além de estabelecer uma nuance de adaptação entre eles e a geração X, que está na organização há mais tempo. O ideal é tirar o melhor das duas gerações: a experiência e a assertividade da Geração X, principalmente no que tange as raízes, comprometimento e conhecimento estruturado e o entusiasmo e a busca pela inovação aliada a criatividade, liberdade, opinião, tecnologia da nova geração, porque são eles que vão administrar o mercado nos próximos anos.

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